Depois de bastante tempo, voltei à Bienal do Livro. A primeira e última vez que fui tinha sido em 2018. De lá para cá, muitas coisas mudaram, mas o que permaneceu intacto foi o meu amor por boas histórias.
Os livros me fizeram companhia em boa parte da minha vida, mas sempre foram um amor só meu. Não tive incentivo nenhum em casa - inclusive, minha mãe dizia que gastar com livros era besteira. Que bom que eu nunca levei os comentários desnecessários dela muito a sério.
Na sexta-feira (12), por volta das 15h, me juntei aos mais de 760 mil visitantes que estiveram na Bienal e entrei nos mais de 75 mil m² de área expositiva do Pavilhão do Anhembi - inclusive, atravessei o Sambódromo de transfer na ida e na volta. Adoro aquele lugar!
Entreguei várias tampinhas que juntei no estande da Pilot, pintei um desenho e ganhei uma caneta com o pessoal da BIC, ganhei vários marcadores de páginas, andei muito… mas meu maior objetivo em ir à Bienal ainda não estava cumprido.
Dentre os mais de 800 autores que estiveram por lá, quem eu mais queria ver estava no estande J30, da Editora Unicorn Books.
Cearense que mora em Portugal, a autora Nina Queiroz divulgou as datas em que estaria presente no evento, o que ajudou na minha programação para tentar encontrá-la - e deu certo!
Nina é um fenômeno e esgotou suas sessões de autógrafos em menos de dez minutos.
Cheguei ao estande já procurando por ela e, lá dentro, com sua pequena estatura - nos menores frascos encontramos os melhores perfumes, não é mesmo? - e suas mechas vermelhas, eu vi a Nininha.
Enquanto meu namorado tentava me empurrar para falar com ela, eu só fiquei um pouquinho parada, observando as coisas acontecerem ao meu redor e o quanto eu estava feliz e realizada, mesmo sem nem ter falado com ela ainda.
Uma outra garota, perceptivelmente nervosa, se aproximou falando que também era superfã da Nina e estava com vergonha. Eu a acalmei e disse que falaria com ela primeiro. Nisso, uma menina com quem a Nina conversava falou para ela se virar, e ela abriu um sorriso lindo na nossa direção.
Eu a abracei e disse que fui à Bienal só para vê-la… Nininha é bem diferente do on-line, aparentemente tímida, mas superquerida.
Chamei a garota - que descobri que se chama Gabi - e conversamos com a Nina juntas. Eu pedi um autógrafo e falei para ela autografar primeiro para a Gabi, que estava bem mais nervosa que eu.
Na verdade, eu tinha me esquecido de como era realizar um sonho…
Vou falar sobre isso na terapia, mas é raro que as coisas deem certo para mim, e tudo deu certo. Eu estava absurdamente feliz.
Meu namorado contou para a Nina que eu costumo escrever, e ela me incentivou a publicar. Eu disse que sinto vergonha, mas ela me aconselhou a criar um pseudônimo e publicar com medo mesmo. Ouvir isso dela foi incrível.
Contei para ela que meu preferido do Ninaverso é o Trent, mas que, quando eu me casar com o meu namorado, é provável que iremos repetir a cena da Vic e Kian em Fora de Controle. A Gabi disse que o favorito dela é o Nolan e, na minha opinião sincera, é difícil ter um preferido só…
Tiramos uma foto - essa abaixo ;) - que vou guardar com muito carinho.
Foi tanta loucura que eu nem lembrei de comprar o livro que eu queria ~risos~. Voltei depois e não encontrei Todos os Meus Pecados, que é um dos meus preferidos da Nina. Comprei Até Você Ser Minha, que é bem significativo e o primeiro livro que li dela.
Saindo do estande e andando um pouco, meu namorado encontrou um livro embaladinho no chão. Ele pegou para mim, e se tratava de Entrelaços, da April Jones, carinhosamente deixado pela Lau Antunes para uma outra leitora de sorte - no caso, eu :).
Também consegui uma foto com a autora Rafaela F. Rank, que também admiro demais.
Que dia feliz foi essa sexta-feira.
Um recado para a Nina, caso ela leia (vai que…): Obrigada, obrigada e obrigada! Viborismo você demais, você é brilhante e eu adoro como sempre me sinto em casa lendo os seus livros. ❤️
O caminho de uma hora e meia até a minha casa foi bem rápido, em parte porque voltar é sempre a parte mais rápida (porque é sempre assim?) e em parte porque a empolgação demorou horas para sair do meu corpo.
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| assim que chegamos em casa, meu namorado colocou o autógrafo nesse quadrinho, perto de onde eu costumo sentar para escrever. |
E, todas as vezes que olho a minha galeria e lembro do que vivi, penso na frase de encerramento da sexta temporada de One Tree Hill: “Believe that dreams come true every day. Because they do.”
“Acredite que os sonhos se realizam todos os dias. Porque eles se realizam.”



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